Autismo_Continuação



 Olá!!
Essa postagem é continuação da postagem anterior sobre autismo.




... mas essa pessoa não estava cuidando dele e eu não conseguia me concentrar na faculdade preocupada com ele, então decidi abandonar a faculdade pra cuidar dele.
Procuramos uma neuro pediatra que foi recomendada pela diretora da escola dele(que o acompanha até hoje) e foi diagnosticado o TDAH(Transtorno do déficit de Atenção e Hiperatividade) e Hipersensibilidade Sensorial e recomendado várias mudanças na rotina como ter um ritual pra hora de dormir, hábitos alimentares ,etc.


No início de 2015 a  neuro pediatra deu o diagnóstico de  Síndrome de Asperger.
Eu estava no terceiro período da faculdade de Medicina Veterinária(tentando pela segunda vez realizar meu sonho de ser médica veterinária), estudava a noite  em outra cidade, saía de casa as 17:00h e só retornava as 00:00 e o Bruninho ficava com o pai.
Depois de pensar muito tomei a decisão de trancar meu curso para cuidar melhor do Bruninho.


Na escola o Bruninho ia de mau a pior e as reuniões com diretora e coordenadora eram frequentes e as cobranças também.
Em todas as reuniões eram só notícias ruins, nenhuma evolução.
O Bruninho tinha acompanhamento com fono e Psico pedagoga toda semana e mesmo assim só havia prejuízos na alfabetização e aprendizado dele.


Foi então que a psico pedagoga dele sugeriu uma escola pública, já que ela atendia um caso bem parecido com o do Bruninho que foi transferido para essa escola pública  e segundo relato da mãe e da criança foi a melhor escolha.
Eu e meu marido fomos amadurecendo a ideia da troca de escola e comecei uma busca por escolas que atendam inclusão.
E para minha surpresa foi uma experiência frustrante.


Eu ligava para marcar uma visita para conhecer as escolas e até aí tudo bem, tinham vagas, mas quando falava que era inclusão a conversa já mudava totalmente e as vagas que antes existiam sumiam, assim, meio que como uma mágica.
Com a ajuda das mães dos coleguinhas de sala do Bruninho(que foram como anjos nesse momento)que me passavam nomes de escolas onde poderiam haver vagas e talvez trabalhassem a inclusão eu ia ligando e cada “não há vagas” era como um “não queremos seu filho aqui porque queremos números e isso seu filho não tem para nos dar”.


Não sei o que doía mais, se era cada não que eu recebia das escolas ou o medo do futuro ,que eu tive uma noção a partir dessa situação que não seria nada fácil.
Mas como diz o ditado “O que não mata ,fortalece”.
Já cansada de procurar e receber “nãos” liguei na escola pública e marquei uma visita.


Fui recebida com muito carinho e atenção e pela diretora que apresentou a escola e explicou como trabalham a inclusão.
Tomamos a decisão de transferi-lo naquele dia mesmo. As férias de Julho estavam chegando e precisamos agilizar tudo para transferi-lo para que ele começasse depois das férias na nova escola.
Bruninho começou na nova escola e estava muito feliz. Só demonstrava tristeza quando lembrava dos coleguinhas da outra escola, pois estava lá desde os 3 aninhos de idade.


Um mês após transferi-lo a escola aderiu a greve e ficou 1 mês sem aula.
Depois que voltaram da greve não conseguiram um mediador para ele e Bruninho ficou prejudicado e optamos por reter no 1° ano.
Esse ano ele está mais animado, está participando e fazendo as atividades propostas em sala de aula.
Ainda não conseguiram um mediador para acompanha-lo.
Nesse momento sinto que tivesse passado por uma tempestade e agora veio a calmaria.


O Pré diagnóstico e tudo que aconteceu desde a suspeita de que algo não estava bem, foi tudo muito difícil.
Mas acho que tudo isso nos fortaleceu e hoje nos sentimos mais preparados para ajudar nosso filho a vencer nesse mundo que está cada vez mais difícil.



Sei que temos muito caminho a percorrer, mas nos sentimos feliz por ter o Bruninho e não imaginamos nossa vida sem ele.
Nosso anjo, nossa alegria, nossa razão de viver.


 Uma diquinha para vocês.


Conautismo
Congresso Nacional Online de Autismo
De 14 a 20 de Março
http://congresso.conautismo.com.br/ 

Até o próximo!!

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